
Como diria meu avô: "É... essa é a vida".



Até o momento em que tomamos conta do que representa o ato de chorar muita gente chorou e riu. Fomos educados em uma cultura machista, em que o homem forte não chora de dor, mas, principalmente o homem de verdade não chora de emoção.
Na grande maioria dos lares existe uma televisão ligada no momento das refeições, as pessoas assistem de tudo em sua “máquina predileta”, novelas, programas de fofoca, jornais sensacionalistas, uns melhores e outros piores, mas, em regra todos utilizam apelos fúteis para conseguir sua audiência. As novelas colocam senas de sexo, e há sempre um “mocinho e mocinha” mais um “vilão”, os programas de fofoca falam da vida de pessoas com alguma “importância” social, muitas vezes de fora do país, esse tipo de programa traz também mulheres seminuas dançando, geralmente, os jornais, por sua vez, mostram mortos e escândalos políticos.
A criança passa a maior parte de seu tempo em contato com a violência e com a crueldade, quando não é através da televisão ou do computador, é no vídeo game de luta ou nas “arminhas” comercializadas e de fácil acesso. O papai Noel e o coelhinho da páscoa não existem e nunca existiram para os meninos e meninas do século XXI, e o sexo qualquer menino de cinco anos sabe como se faz.
As músicas que tocam nas rádios são em sua maioria “Rap’s” e “Funck’s” de outros idiomas, para um povo que não conhece nem sua própria língua, e pelo visto não sabe também o que é música quando assim chamam ambos os ritmos. Aquilo que passa no cinema, geralmente dublado, ou toca na rádio passa a ser moda.
A leitura se tornou obsoleta, e a música clássica também. É um “mico” dar um beijo no pai e na mãe, o mesmo acontece com a religião, as pessoas querem a ciência que elas mesmas não entendem, não se conformam que há perguntas que “foram feitas” sem resposta. Enfim, tudo de ruim lhes foi apresentado, tudo de bom lhes foi tirado, e o que me deixa triste é que foi por vontade própria essa mudança. Foram treinados para não chorar estes meninos e meninas, e não choram.
Forte é o Homem que chora! Aquele que não só vê, mas, sente o mundo. Forte é aquele que se emociona por VIVER em um lugar tão perfeito e belo, forte é aquele que chora de tristeza pelos que não VIVEM, mas, sobrevivem nesse mesmo lugar.
Gabriel P. Thiesen
