quinta-feira, 4 de junho de 2009

Estar é sentir




Aquele parecia mais um dia comum, mas ao caminhar pelo centro da cidade tive uma boa surpresa, ouvi uma música boa, que vinha de longe... Movido pela curiosidade, me desloquei até lá, onde vi um grupo de pessoas simpáticas a fazer aquilo que amavam, tocar sua MPB. Acima de tudo se divertiam, e encantavam a platéia que aos poucos chegava e se sentia em casa.
Ali mesmo busquei um lugar para sentar e desfrutar daquele momento de descanso pleno e posso também dizer, majestoso. Procurei me utilizar de todos os sentidos, o ouvido passou a captar, não só a musica, mas, as conversas, comentários, buzinas e motores. Cada um, que naquele momento, parava, ou continuava a andar. A orquestra da vida contava com cada um deles para produzir aquilo que eu ouvia naquele momento.
O olhar procurava alguma coisa que chamasse atenção, ao redor pude perceber em proporções diferentes, um grande formigueiro, bem mais agitado do que o das próprias formigas, expressões de aflição à alegria, alem de uma cidade com marcas do vandalismo por todo canto, mas o céu contribuiu,deixando seu azul tomar conta, e não mais olhei para os defeitos que às vezes vida pode fazer parecer existir.
A temperatura que marcava no termômetro parecia não ter sentido, visto o calor humano que daquele ambiente se apossava, o tato daqueles músicos foi algo que me chamou atenção, o jeito com que cada um manuseava suas cordas, pistos, baquetas, pedais, e faziam do sopro ou da batida notas harmoniosas.
O cheiro era simplesmente, como sempre... Percebi então que não sentimos cheiro de cidade, mas, o do campo. O cheiro da cidade, se é que ele existe, deve ser o cinza, da fumaça dos carros, cigarros e fabricas, com o preto dos pneus e do asfalto.
E o gosto que ficou? Foi um gosto de quero mais!
Gabriel P. Thiesen

2 comentários:

  1. Nossa Gabriel, fiquei impressionada tanto com esse quanto com o teu outro texto. São muito bons, gostosos de ler. Escrever, além de falar sem ser interrompido é uma válvula de escape para muitas mágoas, problemas, dúvidas e opiniões que nem sempre podemos/queremos expor tão abertamente falando. Eu amo escrever! Continua escrevendo que eu continuarei lendo teus textos. Beijo

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